quarta-feira, 26 de abril de 2017

é só o amor.

hoje eu te vi muitas vezes. :)
por causa do trabalho, a gente se falou algumas vezes por telefone, nos vimos mais outras.
nada aconteceu, ninguém insinuou nada.
acho que a única coisa que houve foi que a gente deixou um pouquinho, só um pouquinho, aquela barreira que nós dois levantamos, baixar, e ficamos um pouco mais relaxados. 
não ouve absolutamente nada demais. talvez um sorriso ou dois, mas nada demais. e foi tão bom.
porque era trabalho, então não tinha culpa. não fizemos nada que nós fizéssemos sentir culpados e ainda sim, eu pude estar um pouco com você, te olhar, te ver, te ouvir, ver você trabalhando, me explicando coisas, ouvir sua voz, ver seu sorriso, ver a maneira como você trata as pessoas e o cuidado que você tem com o ser humano. 
e, pela primeira vez em algum tempo, eu senti meu coração tranquilo, em paz, até quentinho.
não tinha barreira, não tinha culpa. era trabalho e amor. 

eu queria te falar que eu tentei. queria tanto te falar que eu tentei seguir em frente, mas que eu não consigo.
ainda tô lutando comigo mesma, pra não te procurar mais hoje. ainda tô pensando que eu queria te falar que eu não tô dando conta, que eu não tô conseguindo seguir em frente, e nem quero. que eu preciso de você.
que eu te amo como eu te amei aquela primeira vez em arraial, quando eu me apaixonei por você. que eu preciso ficar um tempo abraçada com você pra conseguir ter forças. que vontade de te pedir isso... mas eu tenho medo de como você vai reagir. tenho medo de você dizer não, tenho medo de você fazer isso só pra me ajudar e se sentir mal. tenho medo de te fazer mal. 

talvez se você aparecer voluntariamente, eu fale. 
mas acho que hoje, mais uma vez, você vai terminar o que você tem pra fazer, pegar suas coisas e ir pra sua casa, com a sua família. 
e eu vou chegar no carro e ver que você voltou pra sua vida, como você faz todos os dias.


porque eu entendo tudo tão errado? porque eu não consigo deixar você ir?



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