só a gente sabe o que sentiu.
na verdade, eu só sei o que eu senti, o que eu ainda sinto.
e sei que não vai embora.
eu tentei todas as receitas que me deram. ser eu, não ser, procurar outras pessoas, viajar, terapia, remédio, falar, não falar... eu continuo tentando, porque acho que é o que eu devo fazer. seguir. porque você me disse pra fazer isso. porque eu acho que fazer diferente te faria mais mal que bem.
pensei em lutar, virar maluca, tocar o terror. mas essa não sou eu. esses não somos nós. eu não quero ninguém mais sofrendo. eu te quero bem, seja como for.
mas eu continuo aqui. e isso não vai embora, não acaba, não diminui. eu te amo tanto, meu amor, mas tanto, que chega a doer em mim. eu sinto, literalmente, que meu amor por você infla dentro do meu peito e tenta se forçar pra fora de mim, meu peito dói, as lágrimas caem transformando a saudade que eu sinto de você em água e sal, descendo pelo meu rosto.
eu morro de saudade de você. todos os dias, você não sai dos meus pensamentos, NUNCA. não é maneira de falar, é o que acontece mesmo, na realidade. eu não consigo te esquecer, não importa quantas atividades eu invente, com quantas pessoas eu fale, como o meu dia corra... você tá sempre comigo, mesmo que eu nao queira.
eu lembro de você em toda música que eu ouço e penso como eu gostaria que você ouvisse, com faz sentido pra gente um determinado verso, eu só em qual momento eu gostaria de cantar pra você. vendo o mar, as árvores, em cada barulho de moto que eu ouço, meu coração dá um pequeno salto, toda vez. em cada vez que eu morro de vontade de mergulhar e desisto, a cada paisagem, quando fui comprar meu carro, em quase toda decisão que eu quero tomar, penso em você. no você diria, se você iria gostar, de você gostaria de ir.
eu penso nos shows que a gente poderia ir. em dançar com você ao som de todas as músicas do mundo e ver seu sorriso curtindo o momento. eu penso em te abraçar o máximo que eu puder, sentir seu ombro, seu cheiro. eu sinto falta do seu sorriso, dos seus olhos, lindos, claros, azuis e cheios de paz. eu penso em ir dormir com você, num colchãozinho no chão que fosse, mas deitando a cabeça no seu peito, que é um meu lugares preferidos no mundo. eu penso nos vinhos, nas cervejas, nas pizzas, nas águas, em qualquer coisa com você.
porque, de alguma forma que eu não entendo, que me foge a compreensão, você, com todos os seus defeitos, com todo esse passado, é a única pessoa que existe pra mim. você é o amor da minha vida, é com quem eu quero passar o resto da minha vida, por mais complicada e cheia de maluquices e perrengues, e dificuldades que ela possa ter.
doideira, ne? você falava isso. as vezes eu questiono se não é mesmo. questiono minha sanidade, essa quase obsessão que eu tenho por você. mas é isso mesmo. e a minha resposta pra isso fica entre estar doente da cabeça mesmo ou só te amar no modo mais intenso que um ser humano pode amar outro. porque eu não escolhi isso. não é algo que eu controle, senão eu não estaria aqui. e eu já pensei que poderia querer provar alguma coisa pra alguém, mas não... é só saudade. saudade de você, do jeitinho que você é. do seu rosto, da sua voz, do seu corpo, de tudo que faz você, você.
honestamente, eu não sei exatamente o que eu sou/fui pra você. pode ter sido uma resposta pros seus problemas afetivos na época, só sexo, como já me disseram, ou esse mesmo amor que eu sinto. não sei. e eu já não vou tentar mais descobrir. se for amor mesmo, desses que Deus manda e a gente não tem controle, ele vai seguir seu curso. as vezes, quando eu tô muito desesperada, eu tenho coragem de pedir pra Ele trazer você pra mim, de verdade, mas isso não ocorre com frequencia. acho que Ele sabe melhor que eu o que é melhor pra gente.
com o passar do tempo foi ficando menos desesperador. as vezes piora, as vezes fica mais fácil... o amor não some, eu só vou mudando o jeito de encarar ele. tem quem diga que vai passar, porque tudo passa. tô esperando. eu quase sempre sei que vou seguir em frente, não importa o que aconteça, que eu não PRECISO de você. minha vida vai continuar acontecendo, eu sei que vou sobreviver. mas, pelo menos agora, a noção de felicidade, de saber que eu vou amar alguém de verdade, sem você, não existe.
e sentir isso tudo, o tempo todo, é desgastante. a minha nova tentativa agora é essa. escrever tudo, e deixar aí, no submundo da internet, sem que ninguem saiba, nem você, que isso existe. é possível achar, mas é pouquíssimo provável. mas saber que existe essa chancezinha de você acessar isso, me faz sentir que eu estou te dando todo meu amor, caso você queira. então ta aí.
pode ser que eu delete isso, pode ser que isso morra daqui a dois dias. mas é uma tentativa de tentar fluir melhor por esse momento. um desabafo.
é isso.
beijo. :*
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