que raiva de você.
que tristeza.
essa tristeza não acaba.
descobri que não é culpa minha. que eu posso parar de me justificar. eu não sou um fracasso apesar de eu me sentir um.
mas eu vou cuidar, e se tudo der certo, vou ficar bem. eu tô doente, mas eu vou melhorar.
você não ligou. não apareceu. eu fico triste, mas se você aparecesse, acho que o final seria o mesmo. e eu sei que é confuso, mas são as escolhas que a gente fez, você quer estar casado, eu não quero ser amante, logo, a gente fica longe. em aniversários, natais, finais de ano, e dias comuns onde só o que eu queria era voltar pra casa com você e dividir sua vida comigo e a minha com você. eu já não tenho mais certezas, eu já não quero mais acertar, ou julgar ou dizer como tem que ser... acho que chegamos num lugar onde o sofrimento é tão grande, que a gente sói quer ficar bem. eu te quero bem, meu amor, e eu quero ficar bem. e a gente deixa de amar e de expressar o amor, e falta dele e tudo a ver com ele porque a gente não quer mais fazer mal... o sofrimento é grande porque o amor é enorme também.
e eu tô indo. indo embora. eu tô desistindo de você. porque eu tô escolhendo eu mesma, não mais "fazer de tudo, pra você, quem sabe, com um pouco de sorte, ficar comigo". e eu digo isso com um pesar enorme, porque eu não queria te deixar... mas eu não posso mais ficar aqui com a mão estendida, braço ardendo, sozinha, enquanto você me olha, mas nunca me dá a mão.
eu te amo. eu te amo demais.
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